quinta-feira, 15 de outubro de 2009

The Raven

Em um canto escuro chora a senhorita
usando na cabeça um diadema de anjos negros,
com um pequeno corvo em mãos segue a sodomita
proferindo blasfêmias à essa terra maldita...
E pergunta aos Céus o porque de tamanha desgraça,
abandonada à escuridão, ao passado e aos mortos ela confessa
que apenas o corvo poderia ser seu amigo,
apesar de ser traiçoeiro,
onde mais a meretriz do inferno encontraria um companheiro?
Ele não era apenas um prisioneiro,
também sentia-se insignificante e solitário,
ao lado da dama não havia outro comentário
que não fosse vingança, sangue e mentira,
tudo porque um dia a virgem tomada pela fantasia
esqueceu que amor era apenas uma sátira
ousou sonhar que esperança para o mundo existia
num bizarro cemiterio aos portões do abismo terminou sua utopia...
Agora a beira dos precipícios arrependida,
ao seu lado o corvo profetiza desgraças a sua vida,
e que venha o ceifador e os horrores do mundo
que ao seu lado tem um herege demônio do submundo
que traz tempestades em suas plumas degeneradas
cenários decadentes em cada lembrança
princesa do Eden de vidro com suas portas fechadas
segue seu caminho com seu companheiro em busca de vingança.

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